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A PROCURA POR TRABALHADORES CONTINUA

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Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei. Ezequiel 22:30

Mesmo que o texto acima não esteja diretamente relacionado com o tema de missões, mas sim com um problema que se estabeleceu na nação de Israel por terem abandonado a Deus, podemos usá-lo de forma propícia quando tratamos da realidade de missões nos dias atuais.

Depois de alguns anos vivendo no campo missionário – e alguns outros envolvidos em missões aqui no Brasil – pude perceber que a realidade apresentada na época de Ezequiel insiste em permanecer ainda hoje. Deus, em todas as eras, sempre buscou neste vasto mundo homens e mulheres de corações tementes, dispostos a obedecê-Lo e desejosos em ouvir a Sua voz e em cumprir a missão que Ele designara. Porém, como nos dias de Ezequiel, ainda são poucos os que se apresentam para o cumprimento da missão.

É alarmante percebermos que uma nação tão grande como Israel, conhecida como “o povo escolhido de Deus”, não tinha um só representante que estivesse disposto a ser usado por Ele. E não apenas nesta situação, mas em muitas outras narrações bíblicas vemos Deus buscando alguém com quem pudesse contar. Infelizmente sempre eram poucos os que estavam atentos a voz de Deus e disponíveis em obedecê-Lo.

Se pararmos para analisar as passagens bíblicas iremos perceber que esta situação não era exclusiva do Antigo Testamento. No Novo Testamento a realidade insistia em permanecer. Não me sai da memória a mensagem de Jesus aos seus discípulos quanto à grandeza do desafio e a carência de trabalhadores, quando este afirmou: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Mateus 9:37-38. Jesus, diante de seus discípulos, relata esta mesma realidade que sempre esteve presente no meio do povo escolhido de Deus. Onde estão os trabalhadores? Onde está aquele que se colocará na brecha, a quem Deus irá usar?

Depois de mais de dois mil anos desde que Jesus proferiu esta mensagem sobre a carência de trabalhadores, estamos nós aqui em pleno século 21. Deus levantou a sua igreja para ser sal e luz nesta terra e completar a missão que Ele – Jesus – nos deixou. Porém, os anos se passaram, e tem passado rapidamente, mas a carência de trabalhadores – missionários – ainda permanece nos campos não alcançados.

Entre os países que visitamos, muitas são as carências e em muitos lugares ainda não existe a presença de igrejas e em outros nem mesmo um único cristão. Vivemos por quase quatro anos no maior país muçulmano do mundo e diversas são as necessidades apresentadas. Existem lugares onde a presença cristã é ainda insignificante e outros, onde o cristianismo já está presente, percebemos a necessidade de serem novamente discipulados, pois o nominalismo e a religiosidade são tristes fatos. É certo que a igreja local tem crescido neste país, mas o trabalho ainda é gigantesco.

Antes de retornarmos ao Brasil, passamos por outro país no sudeste asiático chamado Camboja. Este será nosso próximo campo missionário. Fomos visitar uma organização que tem projetos em várias áreas, e uma delas é um centro infantil. Hoje, o Camboja é um país onde a maioria da população é budista e por todos os lados se veem templos e oferendas. A triste história que acompanha este país, como o genocídio que dizimou parte da população no final dos anos 70, ainda é uma marca na mente e no coração deste povo tão sofrido. O evangelho ainda é insignificante e cresce a passos lentos. Muitos lugares não têm a presença de cristãos e muito menos igrejas. Na cidade do centro infantil – onde estaremos trabalhando – apresenta esta realidade não existindo uma única igreja e as crianças fazem o culto no próprio centro.

O líder desta organização no Camboja nos levou em vários projetos que estão sendo criados, como um dormitório para jovens que irão cursar a faculdade e também um outro local que irá se tornar um centro de atendimento de saúde para crianças e também para mulheres em período de gestação (já que grande parte do Camboja ainda é subdesenvolvido, não possuindo atendimento hospitalar adequado). Porém, enquanto estávamos visitando estes projetos não pude deixar de perceber que não existiam missionários dispostos a dedicar suas vidas naqueles lugares. Eles têm os projetos, mas não tem material humano para tocá-los.

Como podemos perceber, em pleno século 21, depois de mais de dois mil anos, ainda existem lugares onde a taxa total de cristãos de um país não passa de cinco por cento. Deus ainda hoje procura em meio à igreja homens e mulheres que estejam à disposição em serem usados por Ele. Percebemos assim, que a realidade apresentada anteriormente em Ezequiel continua a soar em nossos ouvidos como um alerta vermelho ao Corpo de Cristo que fora levantado, pelo próprio Jesus, como responsáveis ao cumprimento dessa missão, mas que ainda hoje tem falhado no seu cumprimento. Será que nossa geração ficará também marcada negativamente como muitas gerações que já passaram e deram as costas a Deus e fecharam os ouvidos ao Seu chamado? Ou mudaremos esta realidade sendo exemplos as futuras gerações? A decisão está em nossas mãos.

É impressionante quando olhamos o crescimento da igreja brasileira em nossos dias. Ainda que existam muitas igrejas crescendo de forma desordenada e fora dos caminhos e propósitos do Senhor, ainda existem muitas que permanecem fiéis a Deus e a sua Palavra. Temos crescido em número de pessoas, crescido espiritualmente e em conhecimento. Hoje a igreja brasileira tem se tornado uma igreja rica e abastada. Porém, o número de missionários brasileiros não tem acompanhado o mesmo crescimento que a sua igreja o tem. A igreja cresce, mas não tem apresentado muita mudança ainda no campo missionário de forma significativa com a presença de seus trabalhadores. Temos sido abençoados por Deus, no entanto, não temos respondido a essa realidade. A alguns anos atrás dizíamos que o Brasil seria o celeiro de missões; onde um grande numero de missionários sairia para todo o mundo. Onde estão hoje estes missionários? O então “celeiro de missões” entrou em falência?

Na verdade a igreja brasileira não compreendeu ainda o impacto que poderia causar no mundo todo se realmente se empenhasse em sua missão. Andando nesses países do sudeste asiático percebemos que os povos e culturas daquele local amam o Brasil. Quando nos perguntavam a que país pertencíamos, abriam um largo sorriso logo que ouviam a palavra – Brasil! Uma porta se abria para a comunicação simplesmente pelo fato da nossa nacionalidade. Temos a simpatia por grande parte dos países da Ásia e África onde hoje estão os bolsões populacionais com maior resistência ao evangelho. Onde hoje é restrita a entrada de americanos e ingleses – que foram antigamente a grande força missionária do mundo – nós, brasileiros, temos acesso com maior facilidade. Por isso queridos, Deus tem colocado em nossas mãos uma grande responsabilidade. Podemos, se nos focarmos, fazer a diferença no mundo.

Nesta manhã ouviremos o testemunho de uma das meninas que morou em nosso orfanato. Seu nome é Ferni e ela é da Indonésia – o maior país mulçumano do mundo. Ela estará compartilhando o que Senhor fez em sua vida, testemunhando acerca do amor de Deus mesmo em meio às muitas dificuldades. Saindo de uma pequena ilha da Indonésia, órfã de pai e mãe, ela presenciou ainda criança os horrores da perseguição religiosa. Sua ilha foi invadida por mulçumanos que queimaram igrejas e mataram cristãos. Ela é uma das crianças que foram levadas ao nosso orfanato a mais de 12 anos atrás. Tantas dificuldades; tantos horrores ela passou. Sentiu-se sozinha, com medo e confusa, porém perseverou em seu caminho. Já no orfanato teve de estudar muito, já que onde morava anteriormente o ensino escolar era muito precário; no entanto, hoje acaba de se formar na faculdade de enfermagem. Também muitas dificuldades ela passou no orfanato, porém nunca desistiu e nunca abandonou a Deus, culpando-O pelas intempéries da vida. Ainda em sua pouca história de vida passou por terremotos e erupções vulcânicas enquanto esteve no orfanato. Guerras, dificuldades, desastres naturais não a impediram de estar aqui hoje. Deus não apenas a livrou de todas estas coisas, mas também transformou a vida dela.

Foi no orfanato onde ela aprendeu sobre a obra salvífica de Jesus, foi onde aprendeu a falar com Deus e cresceu em graça diante Dele. No ano de 2010, Deus uniu nossa família aos meninos e meninas do orfanato. Foi quando começamos a trabalhar o chamado missionário e mostrar a eles a importância de missões. Foi onde a Ferni se encontrou com o propósito de sua vida – servir o Deus que a salvou e a livrou em locais que Ele ainda não é conhecido e glorificado. Não apenas ela, mas também seu namorado e mais outras meninas do orfanato receberam o chamado missionário. Neste ano a Ferni já passou por parte de seu treinamento em nossa missão e está sendo preparada para se tornar uma missionária junto com os demais. Ela é uma jóia preciosa, que foi moldada nestes anos todos por Deus para se tornar esta moça especial, de caráter aprovado e grande coração. Que todos nós, como igreja brasileira, possamos nos alegrar com a Ferni e seu desejo de servir ao nosso Senhor Jesus Cristo.

Como podemos ver, Deus tem chamado os seus, porém poucos têm respondido ao Seu chamamento. No Brasil onde somos um grande número em crescimento de cristãos, o número de missionários permanece sem crescer significativamente. Assim, Deus tem encontrado estes jovens – como a Ferni – dispostos a se colocar na brecha em países mulçumanos como o é a Indonésia. Uma moça que teria todas as razões possíveis e inimagináveis de abandonar a fé e não seguir a Deus, nascida em um país em que poderia ter seguido uma fé diferente, está hoje aqui em nosso país como a uma pedra que não deixará de clamar. Sejamos nós também, igreja brasileira, a nação que receberá para si parte desta responsabilidade – em ser bênção e luzeiro para as nações. Mas se vacilarmos em nosso chamado, Deus fará com que a pedras, encontradas em locais longínquos, clamem em nosso lugar.

Por Robson Daniel Jacinto Barbosa
Categoria Mensagem
Dom, 27 de Outubro de 2013 07:32

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Última modificação em Qui, 31 de Outubro de 2013 07:26

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