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A SALVAÇÃO DA ALMA - 6

O Senhor terá piedade do fraco e do necessitado e salvará as almas dos indigentes. Salmos 72:13.

Alguém me perguntou uma vez: - a Trindade é onipotente? Ela tem todo o poder para salvar totalmente o pecador? Se tem, por que não salvou de uma vez por todas? Por que a salvação não é um fato definitivo? Por que temos uma salvação em etapas? Por que?!

Foi uma descarga de indagações e precisei de algum tempo para respirar e tentar fazer as minhas considerações. Vou procurar repetí-las aqui de modo raso, como é próprio do meu saber, mas vou me empenhar em alguma resposta para estas perguntas.

A Trindade é onipotente. Sinto firmeza quando leio Samuel Rutherford (séc 17) dizendo: “a minha fé não tem leito em que possa dormir, a não ser na onipotência.” Então, escuto C. H. Spurgeon (séc 19) afirmar com uma voz de trovão: “a glória da Onipotência é atuar mediante improbabilidades.” Deus é onipotente, sim, e age com perfeita sabedoria e soberania, mas a minha mente encontra-se muito aquém do entendimento sobre Ele.

Deus pode salvar totalmente e de uma vez por todas, mas, se não o fez, é porque tem Suas razões, que a nossa razão finita não pode compreender. O salmista nos dá uma boa pista: no céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Salmos 115:3.

E o que de fato O agrada? De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam. Hebreus 11:6.

O mundo espiritual de Deus só será percebido pela fé e a fé só será manifestada por meio da Palavra de Deus. Se vivemos por fé, podemos ver as perfeições divinas. “Nossa teologia jamais estará correta enquanto em nossos corações não investirmos Deus de infinito poder e perfeição,” disse William S. Plumer, (séc 19) - mas isto é apenas pela fé.

Dentro da sabedoria e perfeições divinas temos a salvação em etapas, e creio que isto tem a ver com a participação efetiva do crente no processo da salvação. Deus salva o ser humano em 3 tempos: passado, presente e futuro. A salvação é definitiva e progressiva.

Ele salvou o espírito, no passado, unilateralmente, por meio da obra de Cristo, no Calvário. Salva a alma, no presente, de modo compartilhado, através da vida de Cristo manifesta pelo Espírito, onde o crente responde, voluntariamente. Salvará o corpo no futuro, também unilateralmente, quando da vinda de Cristo, para buscar os seu povo.

A queda da raça adâmica foi um ato voluntário do ser humano e a salvação dos filhos de Deus é um processo, em que o Espírito Santo regenera o espírito caído pela graça, de modo unilateral, mas salva a alma dos regenerados de modo sinérgico, isto é: o Espírito Santo age e o crente reage, voluntariamente, obedecendo à Palavra de Deus.

A salvação da alma é progressiva, contudo, não se trata de uma salvação que nos conduza, aqui e agora, à nossa perfeição pessoal,pois, com certeza,estaríamos em grande perigo de nos orgulhar desta perfeição. A salvação da nossa alma é um processo que nos conduz à dependência da perfeição de Cristo, para nos levar à humildade e submissão.

O espírito foi salvo definitivamente, mas a alma do salvo precisa ser salva dia a dia de tudo que a envaideça. Há um grande perigo de exaltação rondando a vida daqueles que creem em Cristo. A soberba da fé é realidade que viceja nos corações mais insuspeitos. É preciso um quebrantamento do ego. Deus salvará as almas dos indigentes.

Sem o quebrantamento ou o esvaziamento da alma não há nenhum crescimento da vida espiritual. Não há vida espiritual no homem velho, o velho Adão, e não há um homem novo sem o esvaziamento permanente de sua alma. A plenitude da vida de Cristo só acontece quando se experimenta, diariamente, o morrer de Cristo em nossa alma.

Um dia meu espírito foi vivificado, pois o Espírito Santo veio habitar no meu espírito, mas a minha alma precisa ser salva dia a dia. Jesus dizia a todos: qualquer que quiser vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23. Este levar a cruz e segui-lo é diuturno e não tem feriado, férias ou vacância.

Entretanto, só pode querê-Lo quem foi querido por Ele. Só pode negar-se quem foi aceito por Ele. Só pode tomar sua cruz, dia a dia, aquele que tem a vida dEle em seu espírito. Só pode segui-Lo quem for conduzido pelo Espírito Santo a isto.

A alma caída encontra-se marcada por uma história de lembranças frustrantes e traumas adoecedores, que a mantém asfixiada e cheia de reações e pitis inadequados. Por isso, é necessária uma obra permanente e insistente do Espírito Santo, para desconstruir todo este amontoado de incoerências que habita a alma humana desterrada do Éden.

O apóstolo Paulo propôs assim: se já morrestes e ressuscitastes juntamente com Cristo... fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. Colossenses 3:5-6.

Quem pode fazer morrer a natureza terrena? Somente quem já foi vivificado em seu espírito, por meio do Espírito Santo. Sem a vida de Cristo agindo em nosso íntimo, somos incapazes de promover a desestima do nosso ambicioso egoísmo. A mortificação da carne só será possível pelo poder da vida de Cristo agindo permanentemente em nosso ser.

A salvação do espírito é instantânea; a salvação da alma é contínua. Enquanto não tivermos um corpo glorificado, não teremos uma alma totalmente madura e perfeita. A perfeição do crente, neste mundo, é o crescimento na suficiência de Cristo. Quanto mais dependermos da plenitude da graça em Cristo, mais aperfeiçoados seremos na vida cristã.

O crente maduro não é uma pessoa autônoma e independente. Crescer na vida espiritual é crescer em subordinação à vontade de Deus. O ser humano natural maduro é alguém que se auto dirige. O crente maduro é o indigente dirigido pelo Altíssimo. O índice do crescimento natural é de 0 a 10; de totalmente dependente à totalmente independente, enquanto, na salvação da alma é de 10 a 0 - totalmente inverso.

A oração, o Senhor salvará as almas dos indigentes, tem a ver com a total dependência do crente. O pecado tem como proposta a independência do ser humano e a sua elevação, mas a salvação da alma propõe a humilhação em submissão obediente.

A nossa alma não será salva pela obediência em si mesmo, embora obedecer seja essencial no processo, todavia, é bom lembrar que esta obediência só terá sentido, se ela for movida pela vida de Cristo, que opera em nós. Obediência de ególatra é egolatria pura e incapaz de nos manter fora do altar. É impossível ao ego obedecer e não se vangloriar.

Na verdade nós somos salvos pela obediência de Cristo, que a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz, Filipenses 2:8, e, assim, nos fez participantes de Sua obediência, para que por esta obediência pudéssemos obedecer de coração Àquele que nos salvou da rebeldia carnal do pecado.

Podemos dizer como Barbara R. Duguid: “de uma forma amorosa, Deus abre os nossos olhos para que possamos nos arrepender e nos maravilhar com o fato de Cristo ter desejado deixar as glórias do céu para morrer por grandes pecadores como nós. Quando estamos no deserto, a obediência de Cristo em nosso favor pode se tornar uma doutrina estimada.” De fato, é a obediência de Cristo por nós que desperta a nossa obediência a Ele.

Quando vejo quão pecador sou e quão indigno da graça de Deus, vejo ainda quão grande é essa graça que me mantém seguro, ainda que totalmente fracassado. O fracasso e a fraqueza são dois ingredientes indispensáveis para o processo da salvação da alma, pois um dedal de autossuficiência seria necessário para anular a minha dependência do Senhor.

Nunca poderei dizer: eu sou um cristão maduro, evoluído e sarado, porém, pela graça de Deus eu poderei dizer que tudo o que sou, sou pela graça. Sei que o meu fracasso me faz perceber o quanto sou amado e cuidado pela suficiência do Senhor.

Glória a Deus pelo nosso fracasso. Isso parece sem sentido, mas o poder de Deus está na nossa fraqueza. A Sua vida está em nossa morte. O Seu tudo está em nosso nada. É maravilhosa a forma como Deus age. Os santos de Deus nascem da impotência. Agradeça a Deus por sua fraqueza, incapacidade e até pelo pecado que o leva a depender dEle.

“O pecado é a declaração de independência de Deus feita pelo homem,” mas a salvação da sua alma é promovida por uma renúncia de si mesmo em busca de uma vida de permanente e total dependência de Deus em seu viver diário. Soli Deo gloria!

Por Glenio Fonseca Paranaguá
Categoria Mensagem
Dom, 07 de Janeiro de 2018 06:58

2 comentários

  • Link o comentário VANDERLEI CARDOSO Dom, 07 de Janeiro de 2018 06:52 postado por VANDERLEI CARDOSO

    ALELUIA!

    vanderlei1479@hotmail.com
  • Link o comentário Daniel Brito Rocha Seg, 08 de Janeiro de 2018 09:08 postado por Daniel Brito Rocha

    A vida de Cristo em nosso íntimo (não só) provoca a desestima de nosso ambicioso egoísmo, mas produz nojo em nós mesmos, mortificando a carne que tenta destronar nosso espírito, desde o primeiro até o último suspiro de nossa alma. Tal repulsa convence a nossa alma que ela tem somente um merecimento em relação ao futuro: Ser torturada eternamente. Daí se produz, naqueles que reconhecem essa verdade, frutos dignos de arrependimento e perdão pela misericórdia divina.

    andre.calebe@yahoo.com.br

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Última modificação em Qua, 10 de Janeiro de 2018 19:01

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