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O LEGALISMO E A LIBERTINAGEM

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“Ora, chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles”. (Lucas 15:1-2)

Há coisas na vida que aparentam ser inofensivas e, por isso mesmo, nós as tratamos com uma certa displicência, desconsiderando os perigos que representam. Da mesma maneira, na história do Cristianismo, há conceitos que, desde a época de Cristo e dos apóstolos, sempre estiveram presentes no seio da igreja, e que tendo uma aparência inofensiva, geraram muitos problemas. Refiro-me aqui ao Legalismo e à Libertinagem.

Se observarmos com cuidado as cartas de Paulo, veremos que, em algumas delas, o apóstolo combate frontalmente o legalismo, como é o caso da Epístola aos Gálatas. Da mesma maneira, vemos Paulo, nas cartas aos Romanos e aos Efésios, combatendo a libertinagem. Fica claro que, no seio da Igreja, estas duas realidades sempre estiveram presentes e sempre trouxeram problemas.

Ao tratar do assunto “Legalismo e Libertinagem”, nos deparamos com a carência de definições precisa-se objetivas destes conceitos, os quais nem sempre estão claros na mente das pessoas. No entanto,ao não definirmos bem os termos “Legalismo e Libertinagem”, essas expressões acabam sendo utilizadas indevidamente, fazendo com que as pessoas chamem de legalismo o que não é legalismo e de liberdade aquilo que é libertinagem.

Sendo assim, considero que a melhor maneira de começar a falar disso é estabelecendo as definições, para que, antes de prosseguirmos, tenhamos muito claro o que realmente é “Legalismo e Libertinagem”.

Legalismo: É elevar o cumprimento da Lei acima do princípio que a fundamentou. É a busca da Salvação e da Santificação através do cumprimento da Lei, por esforço próprio, ou pior ainda, é se valer do cumprimento da Lei para exibir uma espiritualidade mais elevada.

Libertinagem: É usar da liberdade que temos em Cristo para permanecer na prática do pecado. É permanecer obstinadamente no pecado com o argumento da “Graça Abundante”. Estou na graça! É a Graça Barata”.

A falta de compreensão destas coisas faz com que tenhamos uma visão distorcida do que é a Graça de Deus, pois é a Graça que nos introduz no Governo de Deus. O Senhor não derramou o Seu bendito sangue no Calvário e não entregou a Sua vida por nós para que continuássemos vivendo da mesma maneira que vivíamos antes do novo nascimento, ou seja, segundo as inclinações do velho homem! Se a Graça de Deus nos introduz no Governo de Deus, permaneceremos no pecado, nós que para o pecado morremos?

A partir de agora, para dar continuidade à nossa reflexão, vamos ilustrar estas duas realidades e a maneira como Jesus lidou com elas através de um dos mais famosos textos de toda a Bíblia.

Lucas 15:1-2. E chegavam-se a Ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir.E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles. Quem são os publicanos e pecadores? São os libertinos. E quem são os fariseus? São os legalistas. Os Libertinos são os pecadores patentes e os Legalistas são os pecadores latentes.

A Parábola do Filho Pródigo (Lucas15:11-32)Aqui, Jesus, de maneira muito inteligente, enquadra seus ouvintes em duas categorias de pessoas: Libertinos e Legalistas. Pecadores públicos e pecadores discretos. Pródigos pecadores, cada um à sua maneira. Essa história fala de dois filhos igualmente distantes do Pai. Cada um à sua maneira. Ambos perdidos. Um está perdido do lado de fora da casa e o outro está perdido do lado de dentro da casa. O filho mais novo não ama o Pai, ama a sua herança. E, pelo fato de não amá-Lo, pede a sua parte da herança estando o Pai ainda vivo! Pega a sua parte e vai para bem longe, viver sua vida da maneira que bem entende. O filho mais velho também não ama o Pai de verdade, pois quando o Pai está dando uma festa para comemorar a volta do caçula, o mais velho fica irado e não leva em conta a felicidade do Pai.

Tanto o mais novo quanto o mais velho não amam o Pai. Eles amam as posses do Pai. O mais novo consegue o dinheiro do Pai sendo muito mau, exigindo a sua parte da herança antes da morte do Pai. Ele recebe sua parte e logo depois vai embora. O mais velho espera conseguir as posses do Pai sendo muito bom, ficando em casa, cooperando completamente e obedecendo a todas as ordens.

O mais novo pensa o seguinte: já que meu pai não morre logo, eu quero minha herança agora mesmo! O mais velho pensa o seguinte: já que fui bom, meu pai tem que me recompensar e deserdar o meu irmão traidor. Ele tem que atender minhas exigências! Para os irmãos mais velhos, Jesus até pode ser um modelo a ser seguido, um exemplo de mestre, mas Ele não pode ser o Salvador, pois eles se consideram os seus próprios salvadores.

No fundo, não existe diferença entre eles. Ambos estão perdidos e alienados do Pai. Nos dois casos, o Pai tem que sair para trazê-los de volta. Nos dois casos, o pai tem que ir ao portão buscá-los. E, no final, qual é o quadro? O mais novo entra e o mais velho não. O menino “mau’’ entra e o menino “bom” fica de fora. O mais velho não foi perdido por causa de alguma depravação, ele se perdeu por causa de sua “obediência”, ou melhor, sua justiça própria. Enquanto o irmão mais novo se considerava indigno, o mais velho se achava digno demais e se indignou.

Se você está baseando seu relacionamento com Deus em seus méritos, saiba que você está do lado de fora da festa e corre o risco de ficar de fora para sempre. O Evangelho não é a religião, nem a falta dela. Não é nem moralidade,nem imoralidade e nem mesmo um meio termo entre estas duas posições! É algo completamente diferente. No evangelho, eu sou aceito por causa do que Jesus fez por mim, portanto obedeço a Ele. Na religião, tentamos obedecer com o intuito de, ao final, sermos aceitos. Há uma diferença sutil e ao mesmo tempo radical. Duas pessoas operando nestes dois princípios opostos se sentarão lado a lado na igreja. Ambos vêm à reunião da Igreja, ambos estão envolvidos na comunidade, servem em algum ministério, contribuem, obedecem à maioria dos mandamentos, mas por motivos completamente diferentes, em espíritos diferentes e com resultados diferentes! Um está salvo e o outro não!

Se perguntarmos aos irmãos mais velhos sobre sua salvação, provavelmente dirão: “Jesus morreu por mim e fui salvo por Ele”, mas no fundo a relação deles com Deus é baseada na performance. Num certo nível, acreditam no Evangelho, mas na hora de agir, a formatação de seus corações é tão persistente que voltam constantemente ao espírito religioso.

Algumas marcas de um irmão mais velho:

1- Irmãos mais velhos ficam muito bravos quando suas vidas não vão bem. Desencorajamento, desânimo e tristeza são coisas normais, mas quando as coisas saem do controle, eles ficam furiosos com a vida, com o irmão e, por consequência, com Deus.

2- Irmãos mais velhos não suportam as críticas. Quando são criticados, ou contra-atacam violentamente, ou ficam completamente devastados. E por quê? Porque a autoimagem deles é tão enraizada neles, que sustenta toda a sua autoestima, por isso precisam dessa autoimagem para se manterem em pé! Quando a crítica vem, o alicerce de sua vida é abalado, então, ou eles revidam, ou se deprimem.

3- Irmãos mais velhos estão sempre aborrecidos com alguém. Se a imagem que têm de si mostra que são pessoas trabalhadoras, terão pouca ou nenhuma boa vontade com pessoas que julgam preguiçosas! Se eles se julgam honestos, tenderão a desprezar ou a odiar pessoas que julgam desonestas. Se eles se julgam equilibrados e ponderados, não terão a menor paciência com pessoas que julgam desequilibradas, tagarelas e instáveis.

4- Irmãos mais velhos não perdoam. Veja bem: Não é possível ficar com ressentimento de alguma pessoa por um longo tempo sem que você não se sinta superior a essa pessoa. Você diz: “Eu jamais faria uma coisa dessas!”. Uma pessoa tem que ser muito orgulhosa para preferir permanecer amargurada por muito tempo ao invés de perdoar.

Qual é a moral da parábola do filho pródigo? A moral é que se você estiver afastado de Deus e se arrepender de coração, o Pai o receberá de braços abertos, sem restrições, sem barganhas, movido apenas por Seu amor e graça. O Nosso Senhor é aquele que não joga na nossa cara aquilo que fizemos. A epístola de Tiago nos diz que Deus não impropera. Portanto, você pode chegar confiadamente ao Trono da Graça do Pai. Mas não é só isso! Se você for um “irmão mais velho”, você precisa ser tocado, precisa se identificar e se arrepender, não apenas daquilo que fez, mas daquilo que é!

O Evangelho não é moralidade, muito menos imoralidade e nem tampouco o equilíbrio entre essas duas coisas. Não é uma religião. O Evangelho é algo novo, uma nova via. É saber-se aceito, e por isso, buscar o Pai. É saber-se perdoado, e por isso, arrepender-se. Nós que nada merecemos e nem temos condições de merecer, nós que estávamos distantes, sozinhos, infelizes, condenados e agora recebemos toda provisão para nossas vidas!

Aplicações Práticas

1- Se você se identifica com o irmão mais novo, ainda distante do Pai, vá diante do Senhor e se apresente como está. Fale ao Senhor: Pai, pequei contra o céu e diante de Ti, não sou digno de ser chamado de filho... receba-me por Sua Graça e por Seu Amor. Reconcilie-se com o Pai.

2- Se você se identifica com o irmão mais velho, vá diante do Senhor também e apresente-se ao Pai. Mas por favor, enquanto você não for tratado pelo Senhor neste assunto, não se envolva no serviço Cristão. Não basta se arrepender daquilo que fizemos, precisamos nos arrepender daquilo que somos. Não queira viver a vida cristã sem antes ter essa experiência. Não saia falando daquilo que ainda não é uma realidade em sua vida. Não seja um irmão mais velho.

Que o Senhor nos dê a revelação de quem nós realmente somos e nos dê a Graça do arrependimento, do perdão e da restauração. Que não sejamos nem legalistas e nem libertinos. Nem irmãos mais velhos, nem irmãos mais novos, mas filhos amados do Pai, lavados pelo sangue do Cordeiro, irmãos uns dos outros e vivendo em comunidade para a Glória de Deus. Amém.

Por Marcio Frois
Categoria Mensagem
Dom, 15 de Outubro de 2017 11:44

1 comentário

  • Link o comentário nuria alice mira ruelis Dom, 15 de Outubro de 2017 11:39 postado por nuria alice mira ruelis

    Surpreendente! Não sei porque "me surpreendi" tanto ja que conheço o irmão Marcio Frois e sei de seu testemunho vivo, de sua seriedade para com o Evangelho e de sua simplicidade em sua exposição. Como ja havia lido o estudo, quase não fui a igreja. Sinceramente, fui porque meu neto queria ir...Porem, que bencao!
    A exposição oral do Marcio, seus exemplos (não constantes do boletim), suas ilustrações trouxeram "outra vida" ao estudo, e Lucas 15 "cresceu", milagre que so o Espirito vivifica!!
    Marcio disse 3 coisas, com as que concordo 100% ,e que não constam do boletim: 1) O obvio precisa ser dito, especialmente hje em dia; 2) O mundo NAO tem misericórdia; 3) não assumirmos serviço algum dentro do ministério cristão se não estivermos convencidos de que e o Espirito que nos esta chamando.
    Incentivo: não substituir o estar juntos na congregação, no dia do Senhor, sem consultar o Pai. "..O Espirito vivifica"!

    nuriaruelis@hotmail.com

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