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O CHAMADO DE PEDRO


E havia em Cesaréia um homem por nome Cornélio, centurião da coorte chamada italiana, piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus. Este, quase à hora nona do dia, viu claramente numa visão um anjo de Deus, que se dirigia para ele e dizia: Cornélio! Este, fixando os olhos nele e muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E o anjo lhe disse: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus. Agora, pois, envia homens a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro. Atos 10:1-5.

O texto introdutório nos apresenta dois personagens principais: Cornélio e Pedro, ambos localizados em cidades distintas. Cornélio morava em Cesaréia, enquanto Pedro morava em Jope, uma distância aproximada de cinquenta quilômetros. Estabelecendo um paralelo entre estes dois homens, é perceptível que Cornélio representa os povos não alcançados, aqueles que ainda não ouviram o evangelho, enquanto Pedro representa a Igreja, aquela que recebeu de Cristo a tarefa de levar o evangelho adiante.

Cornélio é descrito no texto como um homem de autoridade (centurião da coorte chamada italiana) e ao mesmo tempo um homem piedoso e temente a Deus. Cornélio não era um judeu, prosélito ou cristão. Porém, um homem religioso que se empenhava para evidenciar um caminhar agradável aos olhos de Deus. Além do temor à divindade, duas práticas religiosas eram regularmente observadas por esse homem: 1) fazia muitas esmolas ao povo e 2) de contínuo, orava a Deus. Não obstante, do ponto de vista divino, Cornélio carregava consigo um problema capital: as suas esmolas ao povo e as suas orações a Deus não estavam fundamentadas em Cristo, pois estavam destituídas de conhecimento do evangelho.

Lamentavelmente, esse estágio da vida de Cornélio ilustra a condição dos mais de seis mil povos que ainda não ouviram o evangelho, por exemplo. Grupos étnicos inteiros, seguidores das principais manifestações religiosas do mundo, que se encontram perdidos espiritualmente. Gente que procura agradar a Deus com base no seu esforço religioso e que ignora a revelação do evangelho, pois para os tais o conhecimento da obra de Cristo ainda não está disponível.

O Senhor deseja se revelar aos perdidos. Assim, na Sua graça soberana, Ele decidiu interferir na caminhada de vida de Cornélio. Em uma manifestação sobrenatural, o Eterno concedeu ao centurião a visão de um anjo. Para a alegria de Cesaréia, o ser celestial instrui Cornélio para que um pregador do evangelho, Simão Pedro, fosse conduzido à cidade e, então, Cornélio e a sua casa fossem transformados pelo poder do evangelho.

A partir desse evento, o chamado de Deus para Pedro se desenvolve e o resultado é que a vida dos gentios em Cesaréia é transformada. No entanto, antes de analisar o chamado de Deus para Pedro, observemos algumas lições importantes encontradas nesta parte introdutória do texto:

(1) Conhecimento sobre Deus e prática religiosa contínua não resolvem o problema do homem que foi separado de Deus por causa do pecado. A obra da regeneração, da justificação e da reconciliação somente são realizadas quando o pecador tem acesso ao evangelho.

(2) O anjo na visão concedida a Cornélio não prega o evangelho a ele, mas o direciona ao pregador, Pedro. Mais uma vez, fica evidente no Novo Testamento que a obra de pregação do evangelho não foi dada aos anjos, mas à Igreja. São os regenerados que devem testemunhar aos não regenerados sobre a obra da cruz que lhes deu nova vida.

(3) A tarefa que Pedro foi convocado para realizar em Cesaréia não nasceu por uma iniciativa de Pedro, mas de Deus. De modo que não é a Igreja em Jope que está enviando Pedro para Cesaréia como missionário. Mas são os perdidos de Jope que, por obra divina, estão conduzindo o missionário Pedro ao campo.

(4) Antes de enviar Pedro, Deus já estava trabalhando em Cesaréia e preparando o caminho do apóstolo. Quando Pedro vai à cidade, ele vai se juntar ao que Deus já estava fazendo. O fato é que Deus vai sempre à nossa frente no desenvolvimento da Sua obra. Quando o missionário segue para o campo é porque Deus já está lá trabalhando.

Ao analisarmos o chamado de Deus para Pedro no contexto de Atos 10, percebemos pelo menos três características a serem consideradas:

(1) Um chamado específico

Agora, pois, envia homens a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro.Este está com um certo Simão, curtidor, que tem a sua casa junto do mar. Ele te dirá o que deves fazer. Atos 10:5-8.

Deus foi extremamente específico ao convocar Pedro nesta ocasião. O Senhor deu a Cornélio o nome da cidade do pregador, seu nome, seu sobrenome, o nome do seu amigo, a profissão dele e a localização da sua casa.

Naquele contexto, não havia a possibilidade de haver qualquer confusão. O homem designado por Deus para levar o evangelho aos gentios estava sendo retratado de forma muito específica.

Semelhantemente, Deus nos chama de forma específica para fazermos a Sua vontade. Não pelos nossos méritos, mas pela Sua soberana escolha: Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, para reduzir a nada o que é, a fim de que ninguém se vanglorie diante dele. 1 Coríntios 1:28-29.

(2) Um chamado urgente

E, retirando-se o anjo que lhe falava, chamou dois dos seus criados e a um piedoso soldado dos que estavam ao seu serviço. E, havendo-lhes contado tudo, os enviou a Jope. E, no dia seguinte, indo eles seu caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta. Atos 10:7-9.

Cornélio atendeu imediatamente as instruções do anjo. Curiosamente, ele não esperou o dia seguinte, a semana seguinte ou o mês seguinte para obedecer. Ele tomou providências para que Pedro fosse trazido à Cesaréia o mais rápido possível.

O chamado de Deus para a pregação do evangelho ao mundo é um chamado urgente. Se nós não temos um senso de urgência, precisamos nos conscientizar de que os perdidos o tem. Muitos deles sabem que o que está em questão é a sua eternidade. Por isso, é muito comum missionários ouvirem a seguinte pergunta após compartilharem o evangelho com um povo não alcançado: “Se você já conhece o evangelho há tantos anos, por que demorou tanto para nos trazer o evangelho?”

(3) Um chamado transcultural

E, tendo fome, quis comer; e, enquanto lhe preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos, e viu o céu aberto e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, vindo para a terra, no qual havia de todos os animais quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. Atos 10:10-12.

A visão dos animais imundos no vaso parecendo um lençol atado representava os gentios que eram rejeitados pelos judeus. Com aquela visão Deus estava chamando a atenção de Pedro para o fato de que o evangelho não era propriedade de um povo e não podia ficar limitado a qualquer barreira cultural. A obra de Cristo deve transpor barreiras e se tornar disponível a todos os povos da terra. Na perspectiva divina, não é aceitável que o evangelho seja mal distribuído a ponto de ser conhecido apenas por um pequeno grupo, enquanto é ignorado por muitos.

Inicialmente, Pedro resistiu a Deus e como já destacou o Pr. Glênio em um dos seus estudos aqui na igreja, “o apóstolo fez a oração mais absurda da Bíblia” ao exclamar: De modo nenhum Senhor! Atos 10:14.

A voz divina graciosamente dialogou com Pedro por três vezes, quando então ele decidiu obedecer. E aconteceu isto por três vezes; e o vaso tornou a recolher-se no céu. Atos 10:16.

Repare, quantas vezes Deus falou com Pedro para que encontrasse obediência em seu coração? Três vezes! Quantas vezes Deus falou com Cornélio para que encontrasse obediência em seu coração? Uma única vez. Este contraste parece ilustrar o que disse o estudioso de missões George Peters: “O mundo está mais preparado para receber o evangelho do que os cristãos para propagá-lo.”

E, estando Pedro duvidando entre si acerca do que seria aquela visão que tinha visto, eis que os varões que foram enviados por Cornélio pararam à porta, perguntando pela casa de Simão. Atos 10:17

Os homens enviados por Cornélio chegam à porta do local onde Pedro estava e o levam à Cesaréia. O resultado é que o evangelho rompe as fronteiras culturais do judaísmo e produz transformação entre os gentios.

Considerações finais

Pedro foi chamado para atender ao clamor de Cornélio e de toda sua casa. Semelhantemente, Deus nos convoca para atendermos ao clamor dos perdidos espiritualmente que permanecem nas trevas do pecado sem nunca terem ouvido sobre as maravilhas do Senhor.

O nosso foco principal não são os povos perdidos espiritualmente, mas o Senhor. É Ele que nos manda ir e, portanto, devemos obedecer. O que deve nos motivar é o desejo de ver a glória do Cordeiro sendo proclamada. Nas palavras dos cristãos morávios: “Devemos alcançar para o Cordeiro a recompensa pelos Seus sofrimentos”.

Apesar da resistência de Pedro relatada no texto, o Espírito Santo trabalha e faz com que a obra de Deus seja realizada (como no caso de Jonas) na casa de Cornélio. É encorajador saber que Deus conta conosco, mas que Ele faz a obra acontecer apesar de nós.

A tarefa da evangelização mundial é um tema que só pode ser compreendido por revelação de Deus. O quadro de desinteresse da Igreja contemporânea com a obra missionária é, sem dúvida, de ordem espiritual. O que mais poderia explicar a falta de paixão da Igreja pelo Cordeiro e de zelo pela causa do evangelho? O Pr. Edison Queiroz dizia, “Se Jesus nunca tivesse ordenado a Igreja pregar o evangelho, talvez fossemos mais ativos na pregação, pois somos especialistas em fazer o que Jesus nunca nos pediu e extremamente resistentes em obedecer ao que Ele nos mandou fazer.”

Assim, oro para que Deus nos convença por meio da Sua Palavra acerca do nosso chamado como Igreja para anunciar o evangelho da cruz de Cristo a todos os povos, tribos, línguas e nações.

Jairo de Oliveira

Por JAIRO DE OLIVEIRA
Categoria Mensagem
Dom, 30 de Julho de 2017 08:16

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Última modificação em Ter, 01 de Agosto de 2017 08:25

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