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A OBSTINAÇÃO DE SANSÃO

Categoria Mensagem
Dom, 18 de Junho de 2017 08:16 Por Marcio Frois

“Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos.”(Juízes 21:25)

A palavra obstinação significa insistência, permanência, teimosia ou recorrência deliberada. A obstinação no pecado é a persistência na prática pecaminosa, apesar das exortações. Hoje, vamos estudar as consequências da obstinação no pecado,observando o exemplo deixado por Sansão. De forma panorâmica, iremos abordar a vida desse irmão, desde seu nascimento milagroso e vocação, passando por sua decadência moral e espiritual, e por fim, sua restauração e morte.Antes de entrarmos diretamente na história de Sansão, faremos algumas considerações sobre o livro que conta sua história.

O Livro de Juízes

O Livro dos Juízes é assim chamado devido aos diversos personagens descritos nele. Os juízes foram: Otniel, Eúde, Sangar, Débora, Gideão, Tola, Jair, Jefté, Ibsã, Elon, Abdon, Sansão, Eli e Samuel. Suas histórias compõem um período cíclico e decadente da moral cívica, ética e espiritual do povo de Israel. Eles quase sempre começavam seus ministérios como libertadores, mas, ao final de seus períodos de liderança, o povo acabava por retroceder a um estado de degradação por vezes até pior do que antes, produzindo uma cadeia de acontecimentos interligados que, ao final do livro, resulta num estado caótico de relativismo moral e espiritual, conforme descrito no nosso texto base:Juízes 21:25 “Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos”.

A História de Sansão

Este é o início da história de Sansão: Juízes 13:2-5 “Havia um homem de Zorá, da linhagem de Dã, chamado Manoá, cuja mulher era estéril e não tinha filhos. Apareceu o Anjo do SENHOR a esta mulher e lhe disse: Eis que és estéril e nunca tiveste filho; porém conceberás e darás à luz um filho. Agora, pois, guarda-te, não bebas vinho ou bebida forte, nem comas coisa imunda; porque eis que tu conceberás e darás à luz um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe; e ele começará a livrar a Israel do poder dos filisteus”.Sansão foi escolhido para ser um libertador e juiz israelita antes mesmo de seu nascimento e, sob esta expectativa, foi criado. Sansão era nazireu por vontade do Senhor.

O que é um nazireu? Entre as tribos de Israel havia uma tribo chamada Tribo de Levi. Essa tribo foi separada por Deus para exercer o sacerdócio e os ofícios religiosos. No entanto, esse trabalho exclusivo a Deus poderia ser também exercido por alguém de outra tribo, caso este fizesse o voto de nazireu.

Ao nazireu era proibido:

1- Consumir vinho e outras bebidas fortes;

2- Consumir derivados da uva;

3- Tocar ou se aproximar de um cadáver;

4- Cortar os cabelos.

No Novo Testamento, vemos que Deus estabeleceu todos os crentes em Cristo Jesus como sacerdotes, conforme 1º Pedro 2:9 “Porém, vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para sua maravilhosa luz”. A partir da Obra de Cristo não há mais clero e leigo. Todos somos sacerdotes, com dons e funções diferentes, mas sem intermediários entre nós e Deus.Por causa do voto do nazireu, vemos que, mesmo na Antiga Aliança, a intenção do Senhor era que todos pudessem ser sacerdotes, não apenas os Levitas.

O nascimento de Sansão se deu de forma milagrosa. Sua mãe era estéril! Veja que a obra do Senhor começa a partir da incapacidade humana. Note a quantidade de mulheres na Bíblia que, mesmo não podendo ter filhos, geraram homens que foram verdadeiros instrumentos nas mãos de Deus!

A gravidez da mãe de Sansão foi precedida pela aparição de um Anjo. Quem é esse Anjo? Juízes 13:17-18 “Perguntou Manoá ao Anjo do SENHOR: Qual é o teu nome, para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos? Respondeu-lhe o Anjo do SENHOR e lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome, que é maravilhoso?”. Aqui se dá o que a teologia chama de “Teofania”, ou seja, a história de Sansão começa com uma aparição de Cristo antes de sua encarnação. Na vida cristã, tudo começa com Cristo, se desenvolve em Cristo e é consumado por Cristo; porém, de forma maravilhosa e misteriosa, essa Graça passa por nós e nos habilita a dar uma resposta e a cooperar com o Senhor, conforme 1º Coríntios 3:9 “Porque de Deus somos cooperadores, lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós”.

A Obstinação de Sansão

A obstinação no pecado, na vida de Sansão, começou a se manifestar na sua vida afetiva. Ele, como todo hebreu, deveria se casar com uma mulher que pertencesse ao povo de Israel, no entanto, contrariando a Lei e em desobediência aos pais, ele se casa com uma filisteia, praticando o jugo desigual, justamente com uma mulher que pertencia ao povo que ele deveria combater, conforme Juízes 14:2-3 “subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timna, das filhas dos filisteus; tomai-ma, pois, por esposa.Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos ou entre todo o meu povo, para que vás tomar esposa dos filisteus, daqueles incircuncisos? Disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque só desta me agrado”. Depois de se casar com a filisteia, ele a repudia e, logo adiante, vemos Sansão se prostituindo com uma outra filisteia. Em seguida, o vemos sendo seduzido por Dalila em um relacionamento que o levaria à perda de sua consagração.

A obstinação no pecado de Sansão se mostrava em outras áreas de sua vida também, como na displicência com seu voto de nazireu. Juízes 14:8-9 nos diz: “Depois de alguns dias, voltou ele para a tomar; e, apartando-se do caminho para ver o corpo do leão morto, eis que, neste, havia um enxame de abelhas com mel. Tomou o favo nas mãos e se foi andando e comendo dele; e chegando a seu pai e a sua mãe, deu-lhes do mel, e comeram; porém não lhes deu a saber que do corpo do leão é que o tomara”. Aqui, vemos Sansão quebrando o voto do nazireu, por tocar no cadáver do leão.

Logo adiante, vemos a displicência obstinada de Sansão em relação ao seu voto de nazireu ao, novamente, tocar um cadáver, conforme Juízes 15:15 “Achou uma queixada de jumento, ainda fresca, à mão, e tomou-a, e feriu com ela mil homens”. Aqui, Sansão lança mão de algo pecaminoso para utilizar em sua missão de livrar os Israelitas dos Filisteus.

Os estágios da queda na vida de Sansão

1º Estágio: Auto engano, convivência, proximidade com o pecado, displicência.

2º Estágio: Perda do Controle. Juízes 16:16 “Importunando-o ela todos os dias com as suas palavras e molestando-o, apoderou-se da alma dele uma impaciência de matar”.

3º Estágio: Perda da Consagração.Juízes16:19a “Então, Dalila fez dormir Sansão nos joelhos dela e, tendo chamado um homem, mandou rapar-lhe as sete tranças da cabeça...”.

4º Estágio: Perda da Força Espiritual. Juízes 16:19b “...passou ela a subjugá-lo; e retirou-se dele a sua força”.

5º Estágio: Perda da Visão Espiritual. Juízes 16:21a “Então, os filisteus pegaram nele, e lhe vazaram os olhos...”.

6º Estágio: Perda da Liberdade. Juízes 16:21b “... amarraram-no com duas cadeias de bronze...”.

7º Estágio: Estagnação Espiritual. Juízes 16:21c “...E virava um moinho no cárcere.”

8º Estágio: Perda do Testemunho. Escárnio ao nome de Sansão e ao nome do Senhor. Juízes 16:23-25 Então, os príncipes dos filisteus se ajuntaram para oferecer grande sacrifício a seu deus dagom e para se alegrarem; e diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos a Sansão, nosso inimigo.Vendo-o o povo, louvavam ao seu deus, porque diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos o nosso inimigo, e o que destruía a nossa terra, e o que multiplicava os nossos mortos. Alegrando-se-lhes o coração, disseram: Mandai vir Sansão, para que nos divirta. Trouxeram Sansão do cárcere, o qual os divertia...”.

Mas a história de Sansão não termina aqui! O cabelo dele começou a crescer, logo após ser raspado. No auto do seu sofrimento, Sansão orou e o Senhor o atendeu.Sansão ora da seguinte maneira: Juízes 16:28 e 30a “Sansão clamou ao SENHOR e disse: SENHOR Deus, peço-te que te lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus, para que me vingue dos filisteus... Morra eu com os filisteus”.

Três Aspectos da oração e restauração de Sansão

1º Arrependimento. Na oração Sansão diz: “SENHOR Deus, peço-te que te lembres de mim”.

2º Dependência. Sansão ora ainda: “...e dá-me força só esta vez, ó Deus”.

3º Rendição. Juízes 16:30: “E disse: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela estava; e foram mais os que matou na sua morte do que os que matara na sua vida.” Na linguagem do novo testamento seria assim: “Levando sempre no corpo o morrer do Senhor para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo.” (2º Coríntios 4:10) ou ainda “Eu estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim.” (Gálatas 2:20a).

Sansão se apresenta como um tipo de Cristo. Sansão morreu para trazer libertação ao povo hebreu e Cristo morreu para trazer Vida ao Seu Povo.

Naquele dia, Sansão venceu mais filisteus do que em toda a sua vida e o Nome de Deus prevaleceu sobre o deus filisteudagon. Seu nome figura na galeria dos chamados “Heróis da Fé” em Hebreus 11:32-33 e 38 “E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas, os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões...homens dos quais o mundo não era digno...”

Sansão, hoje, nos serve de advertência para os perigos da displicência e da obstinação no pecado. Ele é um exemplo vigoroso de que, mesmo um homem separado e habilitado por Deus, pode também ser enredado pelo pecado e sofrer graves consequências, caso seja displicente com sua vida espiritual. O encargo de Deus na vida de Sansão foi cumprido, pois a obra que Ele começa, Ele termina. Mas ele precisava passar por isso tudo?

Qual tem sido o nosso posicionamento em relação ao pecado e a Deus? Temos sido obstinados?Que o Senhor tenha misericórdia de nós, nos revele onde temos sido displicentes e nos dê a coragem de nos posicionar diante dEle, para a Glória do Seu Nome e para o bem das nossas almas. Amém.

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2 comentários

  • Link o comentário nuria alice mira ruelis Sex, 16 de Junho de 2017 13:54 postado por nuria alice mira ruelis

    A simplicidade bíblica com que o irmão Marcio Frois relata
    nossa obstinação em ouvir ao Senhor, em buscar em primeiro lugar Seu Reino e Sua justiça, o perigo e as artimanhas do pecado estão presentes neste estudo. "Aquele que tem ouvidos, que ouca"! De Deus não se zomba.
    O que estamos plantando? O que pensamos que vamos colher?
    Obrigada, Marcio, por este estudo e gracas ao Pai por seu testemunho enquanto cristão, marido, pai e irmão na fe.

    nuriaruelis@hotmail.com
  • Link o comentário nuria alice mira ruelis Ter, 20 de Junho de 2017 11:37 postado por nuria alice mira ruelis

    Impossivel alguém ser nacido de novo, possuir o Espirito de Cristo, e não fazer diferença onde esteja. Amem!!! Esse e o Evangelho que não se omite e que e Sal e LUZ.
    Gracas, Espirito Santo, por Suas infinitas misericórdias para conosco e eu quero diminuir, desaparecer, para que Jesus cresça e viva. Ser parte da solução, em Cristo, e não dos problemas.
    Obrigada, irmão Mario, por tao clara e simples exposição da Palavra. Ao meu ver e do que a igreja precisa: Palavra e testemunho, para Sua honra e gloria. Amem!
    Observacao enviado errado, e para o Mario Rocha, desculpe, obrigado

    nuriaruelis@hotmail.com

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