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FAMÍLIA NA CRUZ

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“Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” Mateus 7:9-11.

O bom pai, é aquele que conhece o filho, a ponto de perceber seus sentimentos mais profundos e íntimos. Se está doente, se está triste, se está alegre, se está apaixonado ou se está preocupado. A boa mãe, é aquela que também conhece o filho, a ponto de o perceber pelo semblante. Se está febril, se está decepcionado, se está satisfeito, se está feliz, ou se está ansioso. O bom marido é o que escolhe sempre a família, e sempre coloca em segundo plano o seu bem-estar e os seus projetos. A boa esposa é a que se alegra com a alegria de seu marido e filhos, e sempre prefere servir, do que ser servida.

Meu pai não era diferente. Quando eu era criança, e ele percebia que eu estava triste ou doente, sempre ficava a meu lado, preocupado com meu bem-estar, e sempre me perguntava: “você quer comer ou beber algo diferente? Um sorvete de chocolate, ou um pão com mortadela e tubaína?” Sua satisfação era me ver bem! Mas, seu “poder” era limitado às coisas que ele podia me oferecer.

Pelo fato da sua natureza não lhe permitir ir além, sabemos que a alegria, o bem-estar e a satisfação do homem natural, se resumem no “ter”, e não em “ser”.

Há uma total desconexão do homem natural com Deus. Porque “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” João 4:24. Logo, o homem natural é o que não é nascido do Espírito, e carrega um espírito morto para Deus, pois a Bíblia nos ensina que o pecado faz separação entre nós e Deus, e que, por estar morto, não se relaciona com o Pai. “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente.” 1Coríntios 2:14.

Quanto a nós! Ninguém ficou de fora. Toda humanidade pecou e foi reputada desobediente por Deus, como afirmou Paulo: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” em Romanos 3:23. E,“Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.” em Romanos 11:32.

E a única solução para o pecado, é a morte, pois o salário do pecado é a morte, diz as Escrituras. E assim como ninguém ficou fora do pecado, também ninguém ficou fora da atração, como declarou Jesus: “E eu quando for levantado da terra atrairei todos a mim mesmo.” João 12:32. Logo, conclui-se que todos são pecadores, pela natureza herdada de Adão,e, todos foram atraídos em Cristo, no momento da crucificação, pela misericórdia de Deus. Então, todos nós, nos encontramos no pecado e, na Cruz de Cristo.

Jesus Cristo foi crucificado e morreu, mas ressuscitou e vive! Por isso o espírito de todo aquele que crê, pela fé também recebe a vida de Cristo, na Sua ressurreição, e aí então, deixa de ser homem natural e passa a ser homem espiritual: “Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” 1 Coríntios 2:15-16.

Jesus disse a Nicodemos que quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus (João 3:5). E o próprio Jesus, falando de vida eterna, assim testifica: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem. O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia.” João 10:9-10.

E em que consiste a vida em abundancia? É vida eterna na dependência do Pai a fim de conhece-lo e ter intimidade com Ele. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3.

Aquele que não conhece o excelente, se contenta com o medíocre. Porém, Deus nos chamou para vivermos Nele, Em Cristo. Para vivermos acima da mediocridade, para O conhecermos e sermos um com Ele. O Pai nos chamou para deixarmos de olhar para nós mesmos e olharmos para o Seu Filho:

“Portanto, visto que nós também estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual pela alegria que lhe estava proposta suportou a cruz, desprezando a afronta, e está assentado à direito do trono de Deus.” Hebreus 12:1-2.

Na Cruz, Cristo nos levou a morrer juntamente com Ele, e na Ressurreição, Ele nos deu a Sua vida. “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” 2 Coríntios 5:15. E, pela fé, todo aquele que crê, recebe a vida eterna gratuitamente, por graça. “Veio para os que eram seus, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no Seu Nome.” João 1:11-12.

As atitudes e o comportamento de meu pai, o sorvete de chocolate e o pão com mortadela me agradavam e alegravam a minha alma, e me levavam a acreditar que ele me amava e até me aproximavam dele e fortaleciam a minha confiança. Mas a sua motivação era o meu bem-estar, do corpo e da alma. Não digo que está errado, e não é errado. Nós pais, queremos sempre agradar nossos filhos pelo amor que temos por eles. Se eles não estão bem, nós também não nos sentimos bem. Porém é o máximo que podemos fazer, sem a Vida de Cristo.

É importante a família viver um relacionamento de total intimidade, onde todos se conhecem profundamente, se respeitam e se aceitam, mas não na força do braço, ou por obrigação, ou por aparência, mas na leveza e na liberdade do Espírito, para que a convivência seja em um ambiente lúdico e prazeroso.

Devemos ser libertados do poder do pecado e aperfeiçoados em toda boa obra para que a vontade de Deus seja estabelecida em nós. E somente Cristo pode fazer essa obra de transformação e renovação da mente em toda família, a fim de que tenham todos a experiência da manifestação da boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Só assim, deixarão todos de depender de si e do outro, tão imperfeito e pecador quanto cada um de nós.

O nascido de novo não está nesse mundo por outro motivo, a não ser para pregar o Evangelho, a começar por sua casa, por sua família. Todo comportamento e toda atitude do regenerado que não edifica e não aponta na direção de Cristo, em nossa família, não redunda em experiência de salvação e de santificação. Josué assim falou: “Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam além do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e minha casa serviremos ao SENHOR.” Josué 24:15.

Da mesma forma, Paulo e Silas, diante do carcereiro ouviram a seguinte pergunta: “...Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa.” Atos 16:30b-32.

Note-se, que a palavra de Deus não foi pregada somente ao carcereiro, mas, também foi pregada a todos os de sua casa. A experiência do novo nascimento na família, se inicia através de uma ou mais pessoas e continua pela pregação do Evangelho a todos da casa, com palavras e com a vida.E essa experiência é que nos leva a nos identificarmos com Cristo, a sermos um com Ele.

O projeto de Deus é a Sua identificação com o homem. Ele não quer viver com você, Ele quer viver em você. Por isso, na chamada oração sacerdotal, assim orou Jesus, intercedendo por seus discípulos e por todos que viessem a crer Nele: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.” João 17:20-23.

Para que haja a nossa unidade ou identificação com Cristo, é preciso que nos conheçamos primeiro, que nos examinemos à luz da revelação do Espírito Santo, a fim de termos a consciência do quanto nós somos pecadores e necessitados da graça de Deus.

Hannah W. Smith, em seu livro: O Segredo de Deus para a Felicidade, falando da união divina, assim escreve: “O curso normal da experiência cristã é retratada na história dos discípulos. Primeiro, eles foram despertados para enxergar a condição em que estavam e sua necessidade e chegaram a Cristo e lhe dedicaram a sua lealdade. Em seguida, seguiram-no, trabalharam para Ele, creram Nele. Contudo, como eram diferentes dele! Eles estavam constantemente querendo sobrepor-se um ao outro, fugindo da cruz. Sempre entendiam mal a missão e as palavras de Cristo e abandonavam seu Senhor na hora do perigo. Mas ainda assim, foram enviados a pregar, foram reconhecidos por Jesus como seus discípulos e receberam poder para trabalhar para Ele. Eles conheciam a Cristo somente “segundo a carne”, fora deles, o Senhor e Mestre, mas não ainda como a Vida deles.

O relacionamento dos discípulos com Jesus, apesar de existir, era distante, superficial e de subordinação.

Então chegou o Pentecostes e esses discípulos vieram a conhecê-lo como lhe foi revelado interiormente, como um com Ele em verdadeira união, a própria Vida habitando neles. Desse dia em diante, Ele passou a ser Cristo neles, operando neles “tanto o querer quanto o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fil.2:13), libertando-os pela lei do Espírito de Cristo dos grilhões da lei do pecado e da morte que os prendiam. Entre os discípulos e Ele não mais houve guerra de vontades e choques de interesses. Uma só vontade os animava, e essa era a vontade de Cristo. Um só interesse lhes era caro, e era o interesse dele. Eles se tornaram um com Ele.

Antes era eu e não Cristo; depois era eu e Cristo; talvez agora, até seja Cristo e eu; mas já chegou a ser Cristo somente, e não mais eu?”

Que nossas famílias estejam, pela fé e por meio da graça, todas crucificadas com Cristo e Cristo vivendo em unidade em todos os nossos familiares. Que sejamos sempre motivados e encorajados em nossas atitudes, e comportamentos pela Vida de Cristo em nós, para glória Dele, e que nunca deixemos de pregar o Evangelho, e, se preciso for, que usemos palavras! Em Nome de Jesus! Amém.

Mario Rocha Filho

Por Mario Rocha Filho
Categoria Mensagem
Dom, 24 de Abril de 2016 08:08

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Última modificação em Ter, 26 de Abril de 2016 08:21

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