Cadastrar-se
NOSSA PRÓXIMA
TRANSMISSÃO
INICIARÁ EM:
Você está aqui: HomeMensagemA PRESUNÇÃO DA PERFEIÇÃO OU O DESESPERO DA IMPERFEIÇÃO?

Autores

A PRESUNÇÃO DA PERFEIÇÃO OU O DESESPERO DA IMPERFEIÇÃO?

LINK PARA DOWNLOAD - http://www.4shared.com/mp3/EdYXp1Y6ba/4161.html

Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. 2a. Coríntios 12:9a.

Alguém já disse que vida cristã nada mais é que Cristo vivendo em nós. Esta é uma afirmação absolutamente verdadeira. Até porque Paulo, na carta aos Gálatas, escreveu: logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Gálatas 2:20. Outra afirmação é que Cristo não tinha pecado algum. Isto também é absolutamente verdadeiro. O mesmo apóstolo Paulo, escrevendo ao Coríntios, disse: Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. 2ª. Coríntios 5:21.

Podemos dizer que Cristo foi o único ser humano que viveu entre nós, sem qualquer pecado, tendo uma vida perfeita. Mas será que, a partir dessas duas afirmações, podemos também concluir que nós, cristãos, porque temos a vida de Cristo, somos seres perfeitos, sem pecado algum, considerando a integralidade do homem, ou seja, corpo, alma e espírito?

Creio que a resposta é negativa. Este, aliás, é o grande dilema do cristão, enquanto viver esta vida terrena, ou seja, ao mesmo tempo que a cruz nos garante a morte do velho homem (Romanos 6:6), tornando possível que sejamos uma nova criatura em Cristo Jesus (2ª. Coríntios 5:17), também sabemos que ainda vivemos num corpo de corrupção, isto é, ainda imperfeito. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. 1ª. Coríntios 15:53.

E como lidamos com este paradoxo? Saber que o Deus trino vive em nós, que temos um novo princípio de vida em nós, que temos uma identidade em Cristo, celestial e eterna, e ao mesmo tempo vivendo num corpo que se deteriora a cada dia, cujo final é a morte, e uma alma, não dominada mais pelo pecado, mas que é tentada a pecar a todo instante? A fé é a chave que destrava este enigma, pois o justo viverá pela fé (Habacuque 2:4, Romanos 1:17).

Nós somos o que a Palavra de Deus diz que somos e não o que você acha que é. Por isso, é necessário que você e eu creiamos, pela fé, no que Deus diz. Em uma cédula de identidade, encontramos um nome, uma data e local de nascimento, um número e o elemento mais importante: a filiação. Na vida espiritual, o elemento mais importante também é a filiação: ou você é filho de Deus ou não é. E somente é filho, aquele que tem a vida do Filho. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. 1ª. João 5:11/12. E tem a vida do filho, aquele que creu, por meio da fé, na Palavra de Deus, quando ela diz, na Epístola aos Romanos, que fomos unidos na morte e ressurreição de Cristo.

A dificuldade é que, ao invés de crermos naquilo que Deus diz a nosso respeito, temos sempre a tendência de olhar para a nossa vida, para o nosso comportamento, para o que os outros dizem a nosso respeito. E é claro que satanás aproveita-se dessa nossa fragilidade. A sua identidade não está baseada naquilo que você faz ou deixa de fazer, mas naquilo que Jesus Cristo fez em favor dos seus, isto é, na sua obra redentora na cruz do calvário.

Precisamos, portanto, parar de olhar para o nosso comportamento, como se ele determinasse a condição da nossa filiação e, por conseguinte, da nossa salvação. O meu e o seu comportamento estão viciados pela corrupção deste corpo em que vivemos e influenciados permanentemente pela corrupção que há neste mundo. Não somos salvos pelas nossas obras. Mas somos salvos pela obra redentora de Cristo. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2:8/9.

Na passagem de Romanos 7, versículos 14 a 25, o apóstolo Paulo mostra um homem dividido, que ama a Lei de Deus, tem prazer na Lei de Deus, mas o bem que quer fazer, não consegue, e o mal que não quer fazer, esse ele faz. Nesta passagem, Paulo quer mostrar duas questões bastante relevantes, para não dizer cruciais. Precisamos conhecer a nós mesmos para não nos tornarmos orgulhosos com a presunção da perfeição nesta vida, porque de fato não somos perfeitos, e também não perdermos as esperanças com a impossibilidade de perfeição nesta vida, porque de fato nunca seremos completamente perfeitos nesta vida.

No primeiro caso, quem apreciava a “perfeição” eram os fariseus, inclusive Paulo, quando ainda era Saulo: quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. Filipenses 3:6. Também não é porque nascemos de novo, que, agora, nossa vida é plenamente irrepreensível e que estamos blindados contra o pecado. Neste sentido, podemos descansar no fato de que, assim como Paulo, passaremos por dificuldades em nossa caminhada cristã e cometeremos deslizes. Mas este comportamento imperfeito jamais invalidará nossa identidade em Cristo, nem a nossa filiação em Deus e nem mesmo nossa experiência de cruz.

No segundo caso, precisamos entender que Deus não possui nenhuma expectativa sobre nós. Brennan Manning tem uma frase lapidar: “Deus o ama do jeito que você é e não do jeito que deveria ser, porque você nunca será do jeito que deveria ser”. Paulo escreveu: Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8. Não devemos nos desesperar por não sermos perfeitos, já que o Pai nos amou quando nem mesmo sabíamos da sua existência, ou seja, quando estávamos completamente perdidos em delitos e pecados.

Nesta passagem de Romanos 7:14 a 25, Paulo quer nos transportar da presunção para a humildade, e do desespero para a esperança. Lembre-se: você não é aquilo que faz, mas aquilo que Deus diz a seu respeito. Talvez alguém dirá: mas você não está estimulando as pessoas ao pecado? Minha resposta é a mesma que a do apóstolo Paulo: de modo nenhum. Não nos esqueçamos do que Paulo fala no capítulo 6 de Romanos, versículos 2 e 15, aos cristãos: De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum.

Por isto, é fundamental que você saiba o que a Palavra de Deus diz a seu respeito. Estávamos mortos em delitos e pecados (Efésios 2:1b). Mas, pelo seu grande amor para conosco, Ele nos resgatou, mediante a morte de Cristo, na cruz do Calvário.

A Palavra de Deus diz que você foi crucificado com Cristo, que o seu velho homem (quem você era em Adão) morreu juntamente com Ele. E na ressurreição de Cristo, você ganhou a vida dEle. Agora, aja de acordo com esta nova disposição de vida dentro de você. Obviamente, não por obediência à lei, mas por meio da graça, sendo dirigido e conduzido pelo Espírito Santo. Por que? Porque, quando morremos com Cristo, também morremos para a lei. E somente podemos dar frutos para Deus, tendo morrido para a lei. Assim como é impossível ser justificado por obras da lei, também é impossível ser santificado por obras da lei. Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a Lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que venhamos a dar fruto para Deus. Mas agora, morrendo para aquilo que antes nos prendia, fomos libertados da Lei, para que sirvamos conforme o novo modo do Espírito, e não segundo a velha forma da Lei escrita. Romanos 7:4 e 6 (NVI).

Talvez, alguém dirá: “mas eu não devo fazer nada, porque estou na graça, e é Cristo quem opera em mim”. Minha resposta: é verdade, mas tome cuidado com um detalhe importante. Cristo verdadeiramente é nossa vida. Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Gálatas 2:20a. Todavia, Cristo não anulou a nossa personalidade. Você não é Cristo, mas uma nova pessoa em Cristo. E ainda somos responsáveis por nossas ações, que geram consequências. Quando eu peco, quem na verdade pecou? Cristo ou eu mesmo? É claro que sou quem pecou. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. 1a. João 1:8.

O justo vive pela fé, por meio da graça. Durante a caminhada cristã, ele vai ser tentado? Sim. Vai cometer deslizes? Sim. Vai pecar? Sim. Vai sofrer? Sim. E esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Gálatas 2:20b. Por isto, então, que o justo vive pela fé, porque se vivesse com base nas suas experiências, certamente não suportaria seus fracassos.

A pregação que sugere que, para ser um cristão verdadeiro, você precisa ter um vida perfeita, sem dificuldades, sem sofrimentos, sem dores, sem perseguição, isto é, uma vida de êxito e de sucesso, --- é simplesmente mentirosa, para não dizer diabólica. A verdadeira mensagem do Evangelho é aquela que nos ensina que, mesmo sendo fracassados, somos amados por Deus. Aliás, o êxito e o sucesso podem, inclusive, nos afastar de Deus, por causa do sentimento de autossuficiência, quando, o que Deus mais deseja, é ter filhos que dependam dEle em todas as situações. Ser autossuficiente é o mesmo que tomar o lugar de Deus. E querer ser como Deus é o maior de todos os pecados e, com certeza, a nossa ruína.

Quando Paulo escreveu, em Romanos 6:2, que morremos para o pecado, não quis dizer que estamos imunes ao pecado, mas sim que o pecado não tem mais direitos sobre nós, porque Jesus Cristo pagou a penalidade do pecado com a sua morte. E o que vale para Cristo, também vale para os cristãos que estão unidos a Ele. John Stott escreveu: “se lutarmos para agir como se estivéssemos imunes ao pecado, quando sabemos muito bem que não estamos, ficaremos divididos entre a Escritura e a experiência, e então seremos tentados, ou a duvidar da Palavra de Deus, ou então, a fim de mantermos nossa performance, sermos tentados a nos refugiar na desonestidade acerca de nossa experiência”.

Maturidade cristã não é perfeição ou ausência de pecado, mas, pelo contrário, reconhecer suas deficiências e saber glorificar a Deus em meio a tribulação. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Romanos 5:3/4.

A presunção da perfeição ou o desespero da imperfeição? Nem uma coisa, nem outra. O que nosso Pai deseja é que sejamos humildes, reconhecendo que somos pecadores justificados pela graça, e que tenhamos esperança: E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. Romanos 8:23.

Por Fernando Prison
Categoria Mensagem
Dom, 13 de Dezembro de 2015 07:53

1 comentário

  • Link o comentário Nelci Benevides Seg, 28 de Dezembro de 2015 11:05 postado por Nelci Benevides

    Amém por essa palavra foi de Deus! Eu precisa ouvir. A Deus toda glória que o Senhor continue te usando meu irmão Fernando Prison.

    nelci.benevides@guiamais.com

Adicionar comentário


Última modificação em Ter, 15 de Dezembro de 2015 07:15

Horários dos cultos

Quarta-Feira (Culto de Oração) às 15:00 hrs
Quarta-Feira (Reunião de Oração) às 19:30 hrs
Quinta-Feira (Tempo de Graça) 12:15 às 12:45 hrs
Sábado (Culto de Jovens) às 19:30 hrs
Domingo às 9:30 e às 18:30 hrs

Localização

mapa
Primeira Igreja Batista em Londrina
Avenida Paraná, 76A - Centro
Londrina - PR, 86020-360
+55 (43) 3372-8900
comunicacao@palavradacruz.com.br

icone_rss icone_face icone_twitter icone_vimeo icone_orkut icone_youtube

 

 

Confins da Terra
Home - - Contato
Copyright 2011 - PIB Londrina todos os direitos reservados.