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Construindo uma família para glória de quem?

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Dom, 09 de Agosto de 2015 08:41 Por Fernando Prison

Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam. Salmos 127:1 (primeira parte).

A família é um projeto de Deus para glória dEle mesmo. A questão é que, consciente ou inconscientemente, estamos construindo famílias segundo o nosso projeto pessoal e para nossa própria glória, a partir daquilo que entendemos ser o correto e o melhor. Todavia, se é para glória de Deus, como desprezar o ensino das Escrituras e a vontade do Senhor?

Assim como a construção de uma casa não acontece apenas com o trabalho dos pedreiros, mas pela orientação de um engenheiro ou mestre de obras, a edificação de um lar necessita do Senhor, sob pena de nosso trabalho ser em vão. Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam. Salmos 127:1 (primeira parte). E quando ignoramos o que o Senhor tem preparado para nós e nossas famílias, ficamos estressados, cansados e, não raras as vezes, perdidos. Mas Jesus nos faz um convite: Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Mateus 11:28.

Precisamos entender que a família perfeita do comercial de televisão ou aquela estampada no porta-retratos simplesmente não existe. O problema é que idealizamos tudo, inclusive nossa família. E quando ela não reflete aquilo que projetamos, ficamos frustrados e sofremos. Uma família não precisa ser perfeita, mas ter vida e ser saudável, para gerar mais vida.

E como em qualquer construção de um prédio, o alicerce é a primeira parte da obra que precisa ser implementada. Na edificação da família cristã, o fundamento sobre o qual pais e filhos irão crescer diz respeito à consciência que têm, ou não, acerca de sua natureza humana rebelde a Deus e sua verdadeira identidade (quem somos, afinal de contas). Sem esta convicção da natureza pecadora com a qual nascemos e herdamos em Adão, e que precisa morrer, todos os relacionamentos familiares que serão construídos, entre os cônjuges e também entre pais e filhos, ficarão perdidos na vacuidade do egoísmo humano.

Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína. Mateus 7:24/27.

Que “rocha” é esta? É a pessoa do Senhor Jesus Cristo. Mas qual é a rocha sobre a qual estamos edificando nossa casa? Muitas vezes, achamos que é Cristo, mas, às vezes, não é. Podemos estar edificando nossa casa sobre tradições religiosas (ir ao culto aos domingos, dar o dízimo, participar de encontros, fazer parte de ministérios); ou, sobre conceitos que o mundo nos apresenta como bons para a família (profissão, dinheiro, conhecimento).

Precisamos começar pelo fundamento, ou seja, entendendo quem somos e levando nossos filhos a entenderem quem eles são. E o que as Escrituras dizem a respeito de nossa origem? Jesus disse que veio salvar pecadores. Ele não veio salvar santos. Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento. Lucas 5:31/32.

Enquanto os pais e, também, seus filhos não compreenderem o quanto são pecadores e o que Cristo fez por eles na cruz do calvário, todo o seu ensino será apenas de moralidade cristã. Só que a moralidade cristã não salva ninguém, pelo contrário, cria homens e mulheres religiosos. E o projeto de Deus para a família não é criar filhos religiosos, mas filhos com um coração transformado. Filhos que, apesar de serem imperfeitos e pecadores, foram salvos pela graça de Deus, mediante a redenção de Cristo Jesus, para serem, agora, conduzidos pelo Espírito Santo.

Depois do alicerce, a casa precisa ser estruturada, mediante colunas, vigas e paredes. A família também precisa de uma boa estrutura, a fim de resistir às intempéries da vida e cumprir sua função de acolhimento. No capítulo 6 de Deuteronômio, Moisés aponta alguns elementos desta estrutura e que fazem parte na formação de uma família, a fim de que ela seja saudável, do ponto de vista do Senhor. Ele nos deu o poder de influenciar o ambiente em que educamos nossos filhos e escolher o legado que iremos transmitir.

a)- Deuteronômio 6:4/5 - Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Moisés está dirigindo-se para o povo de Deus. Israel é o povo de Deus e nós somos o Israel de Deus. A grande questão aqui é sermos despertados para o fato de que Deus é o único SENHOR. Não podemos ter outros senhores em nossa vida. Este é o alerta.

Quando constituímos uma família, com ou sem filhos, mesmo diante do altar de Deus, é comum erigirmos outros senhores em nossa vida a dois, ainda que sem uma intenção direta. Podem ocupar o lugar de Deus, indevidamente: o próprio cônjuge, os filhos, a igreja local, o trabalho, o dinheiro, etc. Tudo aquilo que, mesmo sendo algo legítimo, vier a ocupar o lugar de Deus em nossa vida torna-se um falso deus, isto é, um verdadeiro ídolo.

O que Moisés está nos ensinando é que não podemos ter ídolos em nossa vida. Para construção de uma família saudável, nosso coração deve estar, primeiramente, ocupado pelo Senhor Jesus Cristo. Cristo em mim e eu em Cristo. Os pais devem considerar muito esta questão, pois no afã de querer o melhor para sua descendência, acabam fazendo dos próprios filhos pequenos ídolos em suas vidas. Os filhos não podem ocupar o lugar que é de Deus. Eles são um presente do Pai. Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Salmos 127:3.

b)- Deuteronômio 6:6 - Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração. Nesta passagem, Moisés está nos ensinando que ninguém pode dar aquilo que não tem. A Palavra de Deus precisa estar em nosso coração e não apenas em nosso intelecto. Não é possível transmitir princípios da Palavra de Deus aos nossos filhos se esses princípios não fazem parte da nossa vida.

O apóstolo Paulo, em Romanos 2:13, assim escreve: Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Não basta termos conhecimento das Escrituras, mas a revelação é que importa. Da mesma forma, Tiago 1:25 diz: Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar. Quando a Palavra de Deus é revelada e vivificada em nosso coração pelo Espírito Santo, nossa conduta exterior é transformada de verdade e se manifesta naturalmente, sem esforço algum.

Nossos filhos aprendem com o exemplo que passamos a eles. Nossa conduta e comportamento falam muito mais que nossas palavras. Alguém já disse: “pregue o Evangelho, se necessário com palavras”, numa alusão de que, muito mais importante que um belo discurso, são as nossas ações.

Se aquilo que queremos transmitir aos nossos filhos é apenas conhecimento intelectual ou doutrinário e não foi vivificado em nosso coração, então também não se mostrará espontaneamente em nossa vida. E se nossa fala é divergente de nossa vida, então somos como os fariseus hipócritas. Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Romanos 2:21.

c)- Deuteronômio 6:7 - tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. O ensino da Palavra de Deus é tarefa dos pais. Não podemos terceirizar a educação cristã de nossos filhos.

Esta passagem mostra claramente que são os próprios pais os responsáveis diretos pelo ensino da Palavra de Deus a seus filhos. Às vezes, achamos que nossa tarefa, como pais cristãos, é levar nossos filhos à igreja local. Mais do que isto, precisamos ensinar a Verdade a eles, através das Escrituras.

Também podemos observar nesta passagem, que cristianismo não é um mero conhecimento ou um sistema de pensamento, mas um verdadeiro relacionamento. Moisés não fala que a Palavra de Deus deve ser ensinada numa igreja ou num local específico, como numa sala de aula. Mas, sim, durante todos os momentos da nossa vida e em todos os segmentos. Os filhos precisam ver o amor dos pais pelo Senhor: em casa, no trânsito caótico, na fila do banco, na reunião de família, na correria do supermercado, na assembleia do condomínio, quando estão desempregados, doentes no hospital, etc.

Os desafios que enfrentamos todos os dias não aparecem em forma de teste de múltipla escolha. Eles provam nosso caráter e a autenticidade de nossas convicções. Nossos filhos estão analisando tudo o que fazemos e as respostas que damos a estes desafios. Eles aprendem com o nosso modelo e farão as mesmas coisas que fazemos.

Por fim, concluído o fundamento e a estrutura da casa, falta-lhe ainda um componente essencial, sem o qual ela estará desprotegida. Trata-se da cobertura, a qual chamamos graça de Deus. Graça é favor imerecido, isto é, Deus dá a quem nada merece. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8. Na verdade, a graça de Deus se manifesta desde o fundamento.

Precisamos e dependemos inteiramente da graça de Deus em nossas vidas e em nossas famílias. Sem ela, a tarefa de edificar a casa torna-se um fardo demasiado pesado. Que o Senhor nos conceda a revelação de seu grande amor por nós, pecadores, e derrame abundante graça para a construção de uma família saudável, que tenha Cristo como fundamento e que seja genuinamente para a glória de Deus.

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LINK PARA DOWNLOAD - http://www.4shared.com/mp3/AasWaFaAce/4007.html

1 comentário

  • Link o comentário nuria alice mira ruelis Sex, 07 de Agosto de 2015 19:57 postado por nuria alice mira ruelis

    Gracas a Deus por mais esse estudo do irmão Fernando Prison, compreensível a todos que queiram abrir seus ouvidos e coração para a Palavra
    direta e clara, sejam cultos ou analfabetos. Deus, em Jesus, não desiste de nos e de nossas famílias, aleluia!
    Porem, quer começar por nos. Que diremos pois?
    Qual nossa resposta: gloria de Deus ou...valores mundanos,
    desvairados, desregrados, que nao são os Dele e não refletem Amor Incondicional?
    A Palavra foi lançada: em que solo a deixaremos cair?

    nuriaruelis@hotmail.com

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